Cerimônia vai contar com presença dos Ministérios da Educação e da Cultura
Uma casa de leitura no meio de um assentamento; documentários sobre a escola literária romântica desenvolvidos por estudantes e exibidos em locais públicos; livros artesanais criados à base do tecido chita. Estes são exemplos das iniciativas que concorrem este ano ao prêmio Vivaleitura, a principal premiação individual do país que reconhece trabalhos de incentivo à leitura em todo o Brasil. Neste ano o Vivaleitura recebeu a inscrição de 1829 projetos vindos de todas as regiões do país. No próximo dia 19, os Ministérios da Educação e da Cultura, a Organização dos Estados Ibero-Americanos para a Cultura, Ciência e Educação (OEI) – idealizadores da iniciativa -, a Fundação Santillana, patrocinadora do prêmio,apresentarão os três projetos que, entre os 15 classificados como finalistas, serão escolhidos como vencedores. A cerimônia vai acontecer em Brasília, às 20h no Espaço Renata La Porta (SHIS CL QI 09 Bloco D, Loja 70) e cada um dos três vencedores – um para cada categoria de premiação – receberá a quantia de R$ 30 mil.
A edição 2010 do Vivaleitura recebeu cerca de 120 inscrições a mais do que a do ano passado. Mais uma vez todas as regiões do país foram representadas nos trabalhos enviados. Ao longo de suas cinco edições anuais, o Vivaleitura conseguiu mobilizar mais de 12 mil trabalhos de incentivo à leitura. “Os trabalhos que compõem o portfólio do Vivaleitura mostram a vontade do brasileiro em ler mais e melhor. São iniciativas que abraçam todos os segmentos da sociedade e que vem inspirando políticas públicas de incentivo à leitura”, diz Mônica Messenberg, representante da Fundação Santillana no Brasil.
O Vivaleitura engloba três categorias de premiação: Escolas Públicas e Privadas; Bibliotecas Públicas e Privadas; e Sociedade (empresas, ongs, pessoas físicas, instituições, universidades). Cada uma das categorias reúne cinco projetos finalistas, compondo o hall dos 15 trabalhos que concorrem ao prêmio final. “Para passar para a fase final, o projeto tem que obedecer a critérios de seleção da comissão organizadora como originalidade, dinamismo da ação na construção da cidadania, recursos utilizados, abrangência, duração e resultados alcançados”, explica Mônica.
A cerimônia de premiação irá acontecer com representantes dos Ministérios da Educação e da Cultura, do Conselho Nacional de Secretários de Educação (Consed) e da União dos Dirigentes Municipais de Educação (Undime), que também apóiam o Vivaleitura. Na edição do ano passado, os trabalhos vencedores foram os projetos “O Caminho da Leitura”, de Campinápolis (MT), na categoria Bibliotecas Públicas e Privadas; “Flis – Festival Literário do Sertão”, de Sertânia (PE), na categoria Escolas Públicas e Privadas; e “Poesia Viva – a Poesia Bate à sua Porta”, de Mariana (MG), na categoria Sociedade.
Os quinze finalistas deste ano são provenientes dos estados de São Paulo, Minas Gerais, Rio Grande do Sul, Rio Grande do Norte, Bahia, Pernambuco, Ceará, Piauí e Amapá.
Conheça abaixo a lista dos finalistas:
Categoria Escolas Públicas e Privadas
- O Conto no Assentamento Filhos de Sepé (Viamão/RS) – o projeto mantém uma Casa de Leitura no assentamento Filhos de Sepé, zona rural de Viamão, com apoio do programa de pós-graduação do Instituto de Letras da UFRGS.
- Que Chita Bacana (Jaboatão dos Guararapes/PE) – neste criativo projeto o tecido chita, muito comum no vestuário tradicional pernambucano, é usado como motivo para leituras, pesquisas e diversas atividades de resgate cultural. O projeto motiva uma comunidade inteira de crianças a fazer pesquisas, leituras e a produção de livros artesanais.
- Programa Radiofônico (Piracicaba/SP) – O programa radiofônico “Educativa nas Letras” é idealizado e realizado pela Biblioteca Pública Municipal e pela Secretaria Municipal de Ação Cultural de Piracicaba. O programa vai ao ar aos sábados com leituras de textos narrativos, comentários e análises sobre obras e autores literários.
- Centro Educacional e Cultural Kaffehuset Friele (Poços de Caldas/MG) – o projeto promove ações culturais, envolvendo agentes da educação pública da cidade. O Centro Educacional fortalece as relações com os moradores, permitindo o livre acesso ao acervo de sua biblioteca e organizando debates de autores com a comunidade.
- Biblioteca Interativa Silvia Leeven (Campinas/SP) – a biblioteca é comunitária e está na região da periferia da cidade. O trabalho da biblioteca é apoiar crianças e jovens com dificuldades de leitura e escrita. Com atividades de de fomento à leitura e ampliação do repertório cultural, os alunos das escolas atendidas estão superando suas dificuldades.
Categoria Bibliotecas Públicas e Privadas
- Cafeteria Sabor Literário (Parnamirim/RN) – a cafeteria mostra que livros e café podem ser degustados. O projeto incentiva em alunos do ensino médio a leitura de obras das escolas literárias portuguesa e brasileira. O trabalho começou em 2008 e está em sua 3ª edição.
- Cordel na Casa da Leitura (Floriano/PI) – a iniciativa está focada na educação de jovens e adultos. Recorre à literatura de cordel, gênero próprio da região nordestina, para criar nos alunos o gosto pela leitura.
- Vozes da Guerra (São Paulo/SP) – o projeto debateu a Segunda Guerra Mundial (tema discutido em classe) a partir de diários escritos por jovens e adolescentes que viveram o conflito. O exercício foi direcionado a estudantes do Fundamental II.
- Cidade Poética (São João Del Rei/MG) – o trabalho convidou alunos do ensino médio a refletirem sobre a escola literária romântica brasileira, não somente por meio das leituras das obras, mas também por meio da produção de documentários que são exibidos em locais públicos da cidade. Há ainda um blog do projeto.
- Fogueira Literária (Jequié/BA) – a comunidade local tem a tradição de se reunir em volta de uma fogueira para contar causos e tocar violão. O projeto inseriu na prática a leitura de textos literários.
Categoria Sociedade
- Leitura e Ciência (Macapá/AP) – O trabalho é desenvolvido pelo Instituto de Pesquisa Científica e Tecnológica do Estado do Amapá. A oficina Leitura e Ciência desenvolve diversas atividades voltadas para os saberes e fazeres da cultura da infância. São ações destinadas a crianças de 1ª a 4ª da rede pública e privada.
- Projeto Meninos Românticos (Hortolândia/SP) – “Meninos Românticos” é um fanzine produzido por crianças, adolescentes e jovens moradores de rua, na região metropolitana de Campinas. É uma produção coletiva que agrega poemas, desenhos, pinturas e versos. O fanzine é distribuído nas escolas e pontos de cultura da cidade.
- O Canto das Letras (São Paulo/SP) – é um projeto do Centro Cultural Arte em Construção que estruturou uma Biblioteca Comunitária e oferece a escolas públicas arte integrada à leitura.
- Ler para Crer: oficinas itinerantes (Fortaleza/CE) – É uma proposta de extensão da Universidade Federal do Ceará. Abrange a realização de oficinas e mutirões para a criação de bibliotecas comunitárias.
- Translivroteca (São Paulo – SP) – É um projeto desenvolvido pela empresa Translig de motofrete. O projeto criou uma biblioteca para que motoboys da empresa pudessem ler nos horários livres. Com o crescimento das doações de títulos, a iniciativa resultou na criação de uma rede internacional de “empréstimos” de livros (brookcrossing), que espalha títulos em diferentes locais públicos da cidade de São Paulo, para que as pessoas possam ler e repassá-los adiante, permanentemente.
Sobre a Fundação Santillana
Com o objetivo de fomentar a reflexão sobre as questões mais relevantes para o futuro do ensino no Brasil, a Fundação Santillana, entidade destinada ao fomento da educação e cultura mantida pelo Grupo Santillana, realiza diversas ações no país. Entre os projetos apoiados pela Fundação no Brasil estão o Prêmio Vivaleitura, o Congresso Internacional de Educação, a realização de cursos presenciais e à distância, seminários, encontros e a edição e a distribuição de publicações voltadas para a educação e a cultura. Também mantém parceria com organismos nacionais e internacionais, tais como Unesco, OCDE, Conselho Nacional de Educação e OEI. A Fundação Santillana faz parte do movimento Todos Pela Educação e do Gife – Grupo de Institutos Fundações e Empresas.
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