sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012

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O futuro do livro

Valor Econômico -SP, João Luiz Rosa, Heloísa Magalhães e Cibelle Bouças, em 1/04/2010

(…) Milênios depois, parece que a biblioteca está pegando fogo novamente. Claro, em sentido figurado. Editoras, livrarias e autores – os principais elos da cadeia editorial – estão preocupados com o avanço de companhias de tecnologia como Apple, Amazon e Sony, ávidas em lucrar com seus leitores eletrônicos de livros. Para os pessimistas, essas empresas seriam os novos bárbaros, capazes de colocar abaixo o edifício ao minar as bases que há muito tempo sustentam negócio. Os mais otimistas veem exagero nisso tudo, mas concordam que os atores tradicionais do setor terão de mudar seu script para não sair de cena. Nos dois lados, prevalece a dúvida: afinal, qual será o futuro do livro?

“Vai haver uma coexistência. [O meio digital] é uma evolução natural do livro. Os consumidores dos livros físicos e dos digitais continuarão existindo porque são tipos de leitura diferentes”, diz Eduardo Mendes, diretor-executivo da Câmara Brasileira do Livro (CBL). “O público é que vai definir com que intensidade consumirá um tipo ou outro.” O tema ganhou tanta importância que o órgão organizou nesta semana, em São Paulo, o I Congresso Internacional do Livro Digital.

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Livrarias – os dois lados de uma mesma moeda (Artigo)

 O Estado de S.Paulo-SP, Vitor Tavares, em 30/03/2010

Comemoramos o crescimento médio do segmento, mas temos clareza de que ele não reflete o setor como um todo. A concentração de livrarias nos grandes centros é cada vez mais forte. Tememos que isso, nos próximos dez anos, chegue perto dos 70%.

O crescimento médio do segmento de livrarias no Brasil, em 2009, comparativamente ao ano de 2008, foi de 9,73%. No levantamento da Associação Nacional de Livrarias (ANL) de 2008, a expectativa de crescimento do setor de livrarias para o ano de 2009 era de 11,89%. Acreditamos que a queda de 2,16% tenha sido um reflexo direto da crise econômica desse período.

Leia o artigo na íntegra aqui.


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Livro em ascensão

A Notícia – SC, Luiz Carlos Amorim, em 19/03/2010

Com a chegada ao Brasil dos leitores de livros eletrônicos, como Kindle e o novo da Apple – existe até um tupiniquim, já – instalou-se de novo a polêmica da previsão da queda do livro impresso.

O engraçado é que, mesmo rolando aos quatro ventos o anúncio do fim do livro, a verdade é que as vendas dos volumes tradicionais, impressos, está em ascensão. Levantamento da Associação Nacional de Livrarias dá conta de que o crescimento de vendas atingiu mais de 10% nos últimos anos.

Sabemos que, devagar, a adesão aos livros eletrônicos vai progredindo. E se, apesar dos adeptos do Kindle e outros leitores eletrônicos, que já perfazem uma pequena fatia da venda e de consumo de e-books, o livro impresso continua aumentando suas vendas, talvez isso signifique que o número de leitores de livros têm aumentado.

Leia aqui crônica na íntegra.


Autoral (Mercado Aberto)

Folha de S. Paulo – SP, em 05/02/2010

Desde agosto de 2009, até o final de janeiro deste ano, foram encontrados na internet 15.713 links para download pirata de livros, segundo levantamento da ABDR (Associação Brasileira dos Direitos Reprográficos). Mais de 90% foram retirados do ar após notificação da entidade, que começou a fazer trabalho de busca de links piratas no segundo semestre do ano passado.


O livro evoluiu. E a tributação? (Artigo)

Correio Braziliense – DF, Artigo de José Eduardo Tellini Toledo*, em 01/02/2010

Há algum tempo foi divulgada na mídia a chegada ao Brasil do chamado Kindle, leitor eletrônico comercializado pela Amazon, a maior livraria do mundo. Prometendo ser uma revolução, esse equipamento eletrônico, com apenas 290 gramas e com capacidade de armazenamento de 1.500 arquivos digitalizados, garante o recebimento de um livro adquirido em apenas 60 segundos.

O preço que será disponibilizado a todos nós brasileiros: US$ 279, acrescido de uma taxa de envio de US$ 21 e US$ 285.34 de imposto de importação. E foi justamente essa composição do preço que chamou nossa atenção.

Não desconhecemos que, hoje, por meio de determinados sistemas de informática, é possível ler livros nos mais diversos equipamentos: computadores, iphones, blackberries, entre outros. Nesses casos, não temos dúvida de que tais equipamentos não têm a função preponderante de ser um leitor de arquivos digitalizados; muito pelo contrário, a finalidade essencial é justamente outra, sendo semelhante leitor um mero acessório.

Leia aqui texto na íntegra.


Videoconferência Regional

Estados do Nordeste debatem na segunda-feira, 25 de janeiro, políticas para Livro, Leitura e Literatura

Assembleias estaduais são preparatórias para a Pré-Conferência Setorial

O Ministério da Cultura promove na próxima segunda-feira, 25 de janeiro, videoconferência para gestores públicos, escritores, editores, livreiros e demais atores envolvidos nas cadeias produtiva e criativa do livro e na mediação da leitura nos estados do Nordeste. O encontro acontece das 9h às 17h, em todas as salas do Banco do Nordeste (BNB) das capitais da região (confira endereços abaixo).

As assembleias estaduais têm por objetivos avaliar o Plano Nacional de Livro e Leitura; propor estratégias para o desenvolvimento do setor e eleger três delegados da sociedade civil, e respectivos suplentes, e um delegado, também com suplência, indicado pelas Secretarias de Cultura dos estados para a Pré-Conferência de Livro, Leitura e Literatura, preparatória para a II Conferência Nacional de Cultura (II CNC), que acontece em março deste ano, em Brasília.

(Matéria de Rafael Ely, SAI/MinC)

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Estamos lendo mais

A Notícia – SC, em 19/01/2010

(…) Na opinião do presidente da ANL, Vitor Tavares, a qualidade do livro infantil influenciou a conquista do público. “Eles estão mais lúdicos, dinâmicos e atraem a atenção da criança. A leitura deixou de ser obrigatória e o livro se tornou um objeto de entretenimento também”, avalia. Para ele, a diversidade da produção literária no país e a qualidade dos produtos asseguraram o crescimento. “A produção brasileira não é inferior às internacionais.”

Segundo Tavares, o índice de leitura do brasileiro é de 1,8 livro por ano. Ele concorda que o preço do livro é caro no Brasil, mas afirma que há várias possibilidades para quem quer ler, como as bibliotecas públicas. Ele destaca que a formação de leitores é fundamental para o mercado. “Se houver mais leitores, a produção do mercado editorial aumenta e, por consequência, o preço dos livros diminuirá”, afirma. Para Tavares, o crescimento do mercado se mantém regular há três anos. “Isso é reflexo das políticas públicas de educação”, diz.

Leia aqui a matéria na íntegra.


Sebos na era digital

A Notícia – SC, em 08/01/2010

Sites especializados ajudam na busca de livros usados ou raros, e são opção para economizar

Laptop in classic libraryOs sebos encontraram na internet uma aliada poderosa para continuarem sendo uma opção na busca de livros baratos, raros e, na maioria das vezes, conservados. Os internautas dispõem na rede várias opções onde podem garimpar obras literárias em todo o país.

O site Estante Virtual é uma delas. Criado em 2005, já tem 1.619 sebos cadastrados em 307 cidades, e cerca de 5 milhões de livros.

O site funciona como um mediador entre o comprador e o vendedor. Todas as negociações, como o preço do frete e detalhes sobre o estado de conservação dos livros, são feitas diretamente com o dono do sebo escolhido.

“É uma tendência do mercado que não dá para desprezar”, afirma Cida Caldas, dona do Sebinho, um dos estabelecimentos cadastrados pelo Estante Virtual.

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Unesco: Brasil tem um dos piores índices de leitura

Reportagem da TV Bandeirantes divulga dados referentes a leitura no país.

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Professor da Unicamp defende Fundo Pró-Leitura

IN CORREIO POPULAR, Campinas - 25/09/2009

IN CORREIO POPULAR, Campinas - 25/09/2009

Ezequiel Theodoro da Silva

Faculdade de Educação – Unicamp

Despojando-me de quaisquer ideologias político-partidárias e expressando aqui tão unicamente as minhas visões de um professor que sempre lutou pela democratização da leitura no Brasil, não posso deixar de entrar no debate em torno da criação do Fundo Setorial Pró-Leitura. E lendo a paisagem atual da leitura nas diferentes regiões brasileiras, sinto-me na obrigação de me posicionar favoravelmente à consolidação e funcionamento, o mais rápido possível, desse Fundo.

Num flashback de natureza histórica, vejo que a circulação da escrita no Brasil, desde o Período Colonial, sempre foi realizada aos trancos e barrancos, sempre foi levada ao sabor dos acasos, seja porque a tesoura da censura serviu para impedir o conhecimento das idéias contra as injustiças sociais, seja porque as conquistas na esfera da produção de materiais escritos (livros, jornais, revistas, etc.) nunca foram acompanhadas de políticas consequentes de leitura. Daí o domínio e o manejo da escrita ter permanecido, ao longo da história brasileira, como um privilégio de classe e não como um direito de cidadania.

Desde o Manifesto dos Pioneiros da Escola Nova nos idos de 1932, desde as contundentes reflexões de Lourenço Filho sobre a necessidade de bibliotecas para promover as práticas de leitura dentro e fora dos ambientes escolares, reitera-se a íntima relação entre leitura e desenvolvimento e, ao mesmo tempo, lamenta-se o esquecimento dos governos no que diz respeito à implantação de um serviço decente, contínuo, permanente, bem mantido e abastecido de organismos para promover o acesso democrático aos bens culturais do mundo da escrita.

É oportuno lembrar aqui que estamos vivendo o Terceiro Milênio, ano de 2009, aldeia global, com a escrita virtual da Internet abrindo perspectivas inéditas para a melhoria da comunicação humana e fazendo explodir informações por todos os lados, por todos os poros. Porém, no Brasil, o panorama da leitura – do acesso, manejo e fruição da escrita – é drástico, vergonhoso. A dívida dos governos para com a formação de leitores habituais e maduros é imensa, bastando analisar com o devido carinho os resultados das duas últimas pesquisas nacionais “Retratos da Leitura no Brasil” (2001 e 2008, Instituto Pró-Livro) e/ou comparar esses resultados com aqueles países onde as práticas de leitura foram devidamente enraizadas ao longo da sua evolução histórica.

Sempre afirmei que o ato de ler é um ato perigoso ao poder e àqueles que gozam das benesses do poder. Isto porque a leitura serve, antes de tudo, para o desvelamento das contradições sociais e para qualificar, adensar as decisões e ações dos indivíduos. Nestes termos, deixar a leitura como está, reproduzir as suas misérias, dificultar o funcionamento de programas de transformação, discursar para nada mudar ou então fingir mudar para deixar exatamente como está, arbitrar contra a instalação de um Fundo para alavancar projetos de mudança, etc. são movimentos para escantear a possibilidade de assentar neste país, definitivamente, a leitura enquanto um direito de cidadania.

Caio Graco Prado, editor com quem muitas vezes conversei a respeito dos problemas culturais brasileiros e com quem compartilhava muitas utopias, percebia muito bem que sem leitores os livros não mudam o mundo, mas que os livros, por sua vez, mudam as pessoas. Em outras palavras, que livros sem leitores são nada mais que papeis pintados com tinta. O Brasil até tem uma política do livro, mas uma política de leitura somente agora começa a se corporificar através de diferentes iniciativas do atual Governo (PNLL, Programa Mais Cultura do MINC, etc.); nestes termos, o FUNDO SETORIAL PRÓ-LEITURA pode, ao lado de outras ações também necessárias, tirar a leitura (prática sem a qual o livro não existe) do fundo do poço em que foi historicamente colocada e, o mais importante, ser uma ponte entre um governo e o seu próximo, permitindo a continuidade dos programas em favor de mudanças reais na área da leitura e evitando que  burocratas iluminados, serviçais das elites ou do poder econômico, reinventem a roda para manter a cultura escrita na sua eterna jornada sempre a pé ou de marcha ré!