Entrevista: Sérgio Nazaré, diretor de governo do Banco do Brasil
Revista Economia da Cultura – Sefic – Edição #1 – novembro.2009
Quais ações o Banco do Brasil mantém em parceira com o Ministério da Cultura para o desenvolvimento cultural no País?
SN – Em 2007, o BB e o MinC assinaram um protocolo de intenções com o objetivo de viabilizar o desenvolvimento de ações conjuntas para o fortalecimento da cultura no País. No que se refere às ações a cargo do BB, previstas neste acordo, destaca-se o aprimoramento das linhas de crédito destinadas ao financiamento dos agentes do segmento cultural. Na época, foi estabelecida uma meta de R$ 200 milhões para aplicação de recursos em linhas de crédito destinadas às pessoas físicas e às micro, pequenas e médias empresas que atuam no segmento cultural, no período compreendido entre outubro de 2007 e setembro de 2010. Até junho de 2009, ou seja, 15 meses antes do fim do prazo estabelecido, o BB já totalizou R$ 1,1 bilhão em operações de crédito para esta finalidade, o que representa a superação da meta em 550%.
Com relação às operações de crédito para o segmento, você poderia falar sobre as que são mais necessárias e adequadas aos produtores culturais?
SN – Para o gerenciamento de um empreendimento, o produtor cultural necessita de recursos financeiros de diversas formas, prazos e condições para atender suas necessidades de caixa. Necessita, por exemplo, de capital de giro para a empresa fazer seus negócios acontecerem. Para esta finalidade, o BB oferece excelentes opções, como o BB Giro Empresa Flex, o BB Capital de Giro Mix Pasep, o Cheque Ouro Empresarial, e muitos outros. Além disso, o produtor pode optar pela antecipação de recebíveis, como o desconto de cheques, de títulos ou de cartões de crédito a realizar. Para financiamento dos bens e serviços necessários para o funcionamento da empresa, como construção, reforma, aquisição de móveis, máquinas, veículos, computadores etc, o produtor cultural pode contar com recursos do Fundo de Amparo ao Trabalhador – FAT e do BNDES. Para a região Centro-Oeste, os interessados também podem contar com os recursos do Fundo Constitucional de Financiamento do Centro-Oeste – FCO.
Como os produtores culturais podem ter acesso a essas linhas de crédito, caso queiram ampliar o incrementar a gestão dos seus negócios?
SN – Os produtores interessados poderão procurar suas agências de relacionamento para verificar maiores detalhes sobre as condições de acesso às diversas linhas de crédito existentes no BB, ou diretamente na internet, no nosso site.
Qual a sua avaliação sobre o resultado das ações de marketing cultural implementadas pelo Banco do Brasil com os CCBB?
SN – No último dia 12 de outubro, o primeiro Centro Cultural Banco do Brasil, localizado no Rio de Janeiro, completou 20 anos. A iniciativa foi tão bem sucedida que, ao longo deste período, criamos também os CCBB de São Paulo e de Brasília, e iniciamos, no mês de agosto deste ano, as obras para viabilizar a construção do CCBB de Belo Horizonte. Nessas duas décadas, foram apresentadas nos CCBB importantes exposições, peças de teatro, mostras de cinema e séries musicais. Pelos palcos dos Centros Culturais passaram atrizes como Fernanda Montenegro, Marieta Severo e Irene Ravache, músicos consagrados como Tom Jobim e Chico Buarque, escritores como Vargas Llosa e Jorge Amado e diretores de teatro como José Celso e Gerald Thomaz. Além disso, nossas salas de cinema projetaram filmes de importantes cineastas brasileiros e estrangeiros.
No início, em 1989, o primeiro CCBB recebeu 100 mil visitantes. No ano seguinte, este número saltou para 320 mil pessoas. Só em 2009, até o mês de julho, mais de um milhão de pessoas visitaram o CCBB Rio de Janeiro. Ao longo dos últimos 20 anos, cerca de 46 milhões de visitantes passaram pelas sedes do Rio de Janeiro, São Paulo e Brasília e pelas edições do CCBB Itinerante em diversas cidades brasileiras. Foram 2.717 projetos realizados, atendidos mais de 2,3 milhões de estudantes no Programa Educativo e gerados mais de 108 mil postos de trabalho. Tudo isso demonstra que os investimentos para associar a marca do Banco do Brasil ao segmento cultural foram acertados. Hoje é difícil falar de programação artística no País sem lembrar a importância dos CCBB para o movimento cultural brasileiro.
Banco do Brasil
Diretoria de Governo
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Data: 24 de novembro de 2009
Categorias: Notícias
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