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quinta-feira, 24 de maio de 2012

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Lula destaca importância da reforma da Rouanet durante evento no Rio de Janeiro

Nessa quinta-feira (27/05), na solenidade de reinauguração do Theatro Municipal do Rio de Janeiro, o presidente da República, Luis Inácio Lula da Silva, destacou a importância da implementação de políticas públicas para a Cultura, como a reformulação da Lei Rouanet:

“A reforma da Lei Rouanet estenderá os benefícios da Lei às ações que têm valor artístico e cultural, mas que, às vezes, não dão retorno de marketing. Além disso, a definição de novos critérios imprimirá maior transparência à aplicação dos investimentos”.
(Por Sheila Rezende)


Publicado em: 28 de maio de 2010 | Notícias | Tags: , , | Comente este post

II Conferência Nacional de Cultura discute políticas brasileiras

II-CNC-vertical-04De quinta-feira (11) a domingo (14), Brasília será palco de grandes discussões sobre Cultura envolvendo artistas, produtores culturais, investidores, gestores e representantes da sociedade de todo o País. Eles estarão reunidos na II Conferência Nacional de Cultura (CNC), que acontece no Centro de Eventos e Convenções Brasil 21, com o objetivo de debater, aperfeiçoar e formular políticas públicas da área.

Na abertura do encontro, o ministro da Cultura, Juca Ferreira, receberá o presidente da República em exercício, José Alencar, a ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, outros ministros de Estado e secretários Estaduais e Municipais de Cultura. A cerimônia de abertura será apenas para convidados e imprensa, na noite do dia 11, no Teatro Nacional Cláudio Santoro.

Segundo o ministro Juca Ferreira, eventos como a Conferência provam como é positivo e essencial que a sociedade tome cada vez mais iniciativas, uma vez que o papel do Estado é criar as condições para o acesso, para o desfrute.

“Isso tudo reflete o quê? Que através desse método democrático de discutirmos tudo, as prioridades, os métodos, os projetos, estamos valorizando a Cultura, responsabilizando o Estado pela construção dessa sensibilidade plena, dessa economia tão importante que é a Cultura”, reforça o ministro.

Os debates da Conferência contribuirão para a construção de um marco regulatório da Cultura, fundamental para o fortalecimento da área no País. Outras áreas estratégicas como Educação, Saúde e, mais recentemente, Assistência Social, já possuem seus marcos regulatórios.

Na Cultura, estão em tramitação no Congresso Nacional o Sistema Nacional de Cultura (SNC), o Plano Nacional de Cultura (PNC) e a PEC 150/2003, que vincula à Cultura 2% da receita federal, 1,5% das estaduais e 1% das municipais.
Durante o encontro, também serão avaliados os resultados da I Conferência, realizada há cinco anos.

Os debates seguirão cinco eixos temáticos: Produção Simbólica e Diversidade Cultural; Cultura, Cidade e Cidadania; Cultura e Desenvolvimento Sustentável; Cultura e Economia Criativa; Gestão e Institucionalidade da Cultura.

Dentro das etapas da II CNC, foram feitas conferências municipais e intermunicipais; estaduais e do Distrito Federal; pré-conferências setoriais; conferência virtual e conferências livres como forma de mobilizar os setores culturais para esta plenária nacional.

Todos os estados realizaram suas conferências, elegendo 743 delegados ao todo. Mais de 200 mil pessoas estiveram diretamente envolvidas nas etapas estaduais e municipais. No total, foram realizadas 143 pré-conferências setoriais, com 3.193 inscritos como candidatos a delegado. Além de deliberar, esses encontros têm o objetivo de estimular a criação e o fortalecimento de redes de agentes e instituições culturais do País, para dar prosseguimento, em caráter permanente, às discussões e articulações.

Em números

Em sua primeira edição, em 2005, 1.192 municípios realizaram conferências, o que representou 21,42% do total das cidades brasileiras. Nesta segunda Conferência, nas etapas municipais e estaduais, observou-se um significativo avanço no processo participativo, uma vez que, de agosto a outubro de 2009, aconteceram 3.071 reuniões, ou seja, mais da metade do total dos municípios do País estiveram envolvidos.

II Conferência Nacional de Cultura
De 11 a 14 de março
Centro de Eventos e Convenções Brasil 21 – Setor Hoteleiro Sul, Qd 06 lote 1 conjunto A
Brasília – DF


Comissão do Sistema Nacional de Cultura adia reunião – blog Porto da Cultura – 24/02/2010

Por falta de quorum, a comissão especial que analisa a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 416/05, que cria o Sistema Nacional de Cultura, cancelou a reunião desta quarta-feira que elegeria os vice-presidentes. O projeto estabelece princípios e diretrizes comuns a estados, municípios e União para o setor cultural. Nova reunião foi marcada para a próxima terça-feira (2), no plenário 13, às 14h30.

De acordo a PEC, o sistema será formado pelo Ministério da Cultura; pelo Conselho Nacional da Cultura; pelos sistemas de cultura de estados e municípios; e por instituições públicas e privadas ligadas à promoção de atividades culturais.

Instalada no último dia 10, a comissão tem como presidente o deputado Maurício Rands (PT-PE) e o relator é o deputado Paulo Rubem Santiago (PDT-PE). Na próxima reunião serão eleitos os vice-presidentes e será elaborado o plano de trabalho.

Fonte: Agência Câmara


“Boa Vista adere ao Sistema Nacional de Cultura” – BV News – 26/01/2010

A Prefeitura de Boa Vista inseriu a capital roraimense no Sistema Nacional de Cultura (SNC) do Ministério da Cultura. A partir de agora, a cidade terá a oportunidade de obter mais financiamentos que estimulem a criação cultural nos diversos segmentos e proporcionem novas possibilidades para desenvolver políticas no setor.

A nova etapa do processo de adesão é elaborar um projeto de lei para a criação do Sistema Municipal de Cultura. A intenção é instituir um conselho, o plano municipal e o fundo municipal de cultura.

A Fundação de Educação, Turismo, Esporte e Cultura (Fetec) vai funcionar como o órgão gestor do SNC em Boa Vista, sendo que os componentes restantes ainda serão criados.

“Teremos mais chances de participar de convênios do Governo Federal que estimulem a cultura nos segmentos de música, teatro, dança, literatura áudio visual, cultura popular (ciranda, boi, folclore), entre outros”, destaca Lúlia Oliveira, superintendente de Cultura da Fetec.

O Sistema Nacional de Cultura é uma ação do Governo Federal que tem como proposta melhorar as relações intergovernamentais para organizar e equilibrar o direito ao usufruto e produção da cultura pelos cidadãos.

Para a estruturação, institucionalização e implementação do SNC, foram realizados diversos fóruns, planos e conferências, como a 1ª Conferencia Municipal de Cultura em 2009, realizada pela Prefeitura de Boa Vista.

Fonte: BV News


“Cultura: estratégia para o desenvolvimento” – Blog: Archive – 26/01/2010

Os anos de 2003 e 2005 foram emblemáticos para a construção e o desenvolvimento de uma Política Nacional de Cultura, quando, no texto constitucional de 1988, inseriram-se dois parágrafos fundamentais (1). Tais parágrafos tratam dos direitos culturais dos cidadãos brasileiros e se inspiraram nos conceitos antropológicos da Convenção de Paris sobre a Proteção e a Promoção da Diversidade das Expressões Culturais, realizada pela Unesco em 2005.

Nessa perspectiva, o surgimento de termos como gestão compartilhada, pacto federativo, economia da Cultura, capilaridade e sustentabilidade das ações culturais, instaurou sem dúvida, em todo o Brasil, a necessidade de regulamentação de uma política cultural integrada, participativa e descentralizada. Uma política focada sobretudo na defesa de nossas manifestações artísticas frente ao mundo globalizado.

O Governo Federal, através do Ministério da Cultura, vem empreendendo ações mobilizadoras rumo a uma compreensão da Cultura como uma questão estratégica para o desenvolvimento do país, em todas as suas instâncias de governabilidade. Desde o surgimento desse avanço, estão postos, ao conhecimento da população como um todo, os fundamentos e as diretrizes que regem o Plano Nacional de Cultura (2), Projeto de Lei elaborado com a finalidade exclusiva de tratar a Cultura como direito social e política de Estado.

Por sua vez, os entes federados estaduais e municipais, que perseguem os mesmos objetivos da Política Nacional de Cultura, atuam no âmbito de suas respectivas lógicas políticas e sociais, cada qual estabelecendo um ritmo próprio, de acordo com o nível sócio-econômico de suas regiões. Isto é, considerando o contexto das desigualdades sócio-econômicas inter-regionais.

Mas existe outro aspecto preponderante no processo de assimilação da Cultura como mecanismo de crescimento econômico. Esse aspecto diz respeito ao conhecimento teórico-prático, na gestão pública da Cultura, pela qual se procura empreender uma qualidade profissional na consecução dos planos e ações. Seu interesse primordial sempre será o de promover os bens e serviços culturais de modo efetivo.

Especificamente nas regiões Norte e Nordeste do país, há exemplos notáveis de gestão pública que buscam difundir e preservar os bens e serviços culturais, além de garantir sua continuidade por meio da promoção e renovação de instrumentos legais. São exemplos disto os fundos de incentivo à Cultura, os Conselhos de Cultura, os fóruns de debates, as associações e entidades culturais — todos exercendo papel essencial no desenvolvimento da Cultura regional.

Sem fazer referência aos Estados do Nordeste (alguns já reconhecidos pela excelência no gerenciamento público da Cultura), lembremos, na região Norte, apenas para citar um exemplo, o Estado do Acre, por haver conseguido, nos últimos anos, colocar os questionamentos da Cultura local no topo da agenda de discussões do país, graças ao trabalho desempenhado pela Fundação Elias Mansour.

Essa Fundação tem promovido mudanças concretas e consistentes na estruturação das políticas culturais, ao construir suas propostas em consonância direta com as iniciativas do Ministério da Cultura. E isto a começar pela implantação de sistemas de Informação voltados para a criação de equipamentos culturais avançados. E, principalmente, pela constituição de um Conselho de Cultura totalmente democrático, formado por representantes eleitos pela sociedade civil organizada, pelos chamados fóruns setoriais de cultura. Com apenas 22 municípios, o Acre foi o primeiro Estado a liderar a realização das conferências municipais de Cultura no país.

A política inovadora que vem ocorrendo no Estado do Acre é, portanto, bastante oportuna para se refletir sobre a atual situação política da gestão de Cultura no Estado da Paraíba. Já se sabe que os paradoxos, nesta área, são perfeitamente resolvíveis, na medida em que se compreende que eles são, antes de tudo, dependentes de uma vontade exclusivamente política. Felizmente, o momento político atual também tem permitido alguns sinais de mudanças, ainda que tímidos. Percebe-se que começam a surgir estratégias ousadas, que se destinam, sobretudo, à implementação de programas que irão privilegiar a Cultura paraibana em um futuro bem próximo, muitas das quais sintonizadas com a Política Nacional do Ministério da Cultura.

Apesar de ser apenas um primeiro passo rumo a uma compreensão da Cultura como estratégia de Desenvolvimento econômico da região, esse movimento, que se forma e se fortalece, resulta claramente de uma atuação mais forte e constante do Ministério da Cultura no Estado. Por sua vez, é presença inteiramente viabilizada por ocasião de uma política de Governo que vigora atualmente e que deixa transparecer sincero compromisso com a promoção das manifestações culturais. Junte-se a este acontecimento, a contribuição, não menos importante, de gestores, produtores, agentes culturais e representantes dos mais variados segmentos artísticos, que estão sempre buscando formas de discutir e solucionar os velhos e novos desafios do campo cultural.

Nos últimos meses, a classe artística pôde conferir algumas ações culturais enriquecedoras, acontecendo na gestão do ex-Subsecretário de Cultura do Estado, Flávio Tavares. Entre as quais, exatamente uma das mais importantes, foi a retomada do diálogo com o Ministério da Cultura. Esse esforço de sua equipe resultou numa série de encaminhamentos, alguns dos quais o MinC já havia tentado implantar na Paraíba em 2008. Além de palestras, oficinas, videoconferências e seminários realizados em alguns municípios do Estado e na Capital, das inúmeras reuniões com secretários e assessores do Ministério, talvez as operações mais significativas, vale ressaltar, foram a retomada dos Pontos de Cultura (3) e a abertura do Edital Microprojetos Mais Cultura — este destinando ao Estado 1,85 milhão (quantia não reembolsável) exclusivamente para a realização de projetos culturais em 170 municípios da região do semi-árido.

Com tais iniciativas, a Paraíba passa a pertencer ao movimento em defesa da Cultura que se instaurou em todo o Brasil nos últimos oito anos. Essa mudança de posicionamento também se refletiu e ficou permanentemente legitimada na reunião de Brasília, com o Ministro da Cultura, Juca Ferreira (4), cujo intuito certamente ainda irá resultar na criação da Secretaria de Cultura do Estado, objetivo aguardado por todo cidadão paraibano e que se tornou um compromisso sério do Governador José Maranhão neste seu terceiro mandato à frente da Paraíba.

A concretização do Seminário do Sistema Nacional de Cultura na Paraíba (5) foi, por fim, um momento bastante expressivo para os cerca de 200 representantes municipais que tomaram conhecimento da Proposta de Estruturação, Institucionalização e Implementação desse sistema tão imprescindível para a valorização da cultura brasileira. Seu texto foi aprovado pelo Conselho Nacional de Política Cultural e colocado para homologação no Congresso Nacional. O próximo passo depois desse investimento será a sua efetiva implantação nos três níveis da federação, já que esta tarefa constitui uma das prerrogativas seminais do Plano Nacional de Cultura, que também permeará os debates nas conferências de Cultura pelo país.

A equação é simples. O entendimento da Cultura, como um direito fundamental do ser humano, constitui, portanto, uma estratégia de Estado com vistas ao seu crescimento econômico. Visualizar a diversidade das expressões culturais, como mecanismo impulsionador do desenvolvimento de cada região do país, significa a integração completa de uma rede de ações estruturantes e sistêmicas da Política Nacional de Cultura, na qual se faz necessária uma definição clara da função do Estado. Pois o papel central da Cultura, no mundo contemporâneo, exige dos governos a implantação e o gerenciamento de políticas que definitivamente reconheçam, preservem, valorizem e promovam a diversidade cultural, o que somente pode ocorrer democratizando seu acesso e intensificando trocas e diálogos permanentes. Nossa região e nosso país demonstram sentir reflexos deste histórico momento, em que a Humanidade vive a hora e a vez da Cultura.

Fonte: Blog Archive


“Foz do Iguaçu é a 1ª Cidade a aprovar o Sistema Municipal de Cultura no Paraná” – Blog: A Cidade e o Homem – 08/12/2009

http://acasadohomem.blogspot.com/2009/12/texto-enviado-por-juca-rodrigues.html

O dia 08 de Dezembro de 2009 entra para a história da cultura de Foz do Iguaçu. Depois de mais de 20 anos de luta do movimento cultural é aprovado o projeto de lei nº 162/2009 que cria o Sistema Municipal de Cultura (SMC), instrumento de democracia e aplicação de política pública de cultura para a cidade.

Os Sistemas Municipais de Cultura que deverão ser criados em vários municípios brasileiros hoje fazem parte de uma discussão proposta pelo Ministério da Cultura e é uma das condições para participação no Sistema Nacional de Cultura (SNC). Com a aprovação da PEC 150 na Câmara dos Deputados em setembro, foi dado um passo importante para a aumentar a participação da cultura como uma das bases de sustentação socioeconômicas em nosso país e com a aprovação anterior do Vale Cultura podemos dizer que foi um ano significativo para a cultura do país.

É claro que essa discussão que dura décadas ainda tem muita lenha pra queimar, mas sempre é importante lembra cada passo em direção a uma cultura democrática e de gestão co-participativa, assim conseguimos formar cidadãos mais conscientes e humanos e ao mesmo tempo respeitar esse setor que já representa mais de 7% do nosso PIB, quanto ao SMC, tenho orgulho de ter participado da elaboração desse documento desde o início com demais artistas dessa cidade e ter feito parte da contribuição construída pelo poder público, mas acredito ser importante lembrar mais uma vez que essa luta não começou hoje e nem tão pouco esse ano, mas a muitos anos atrás por diversos militantes da cultura, muitos já não estão mais em Foz do Iguaçu, mas com certeza tiveram sua importante participação, como podemos ver foi uma construção coletiva.

Parabéns ao vereador Nilton Bobato pela luta na construção do projeto, parabéns ao prefeito municipal por encaminhá-lo a Câmara de Vereadores, parabéns a todos os militantes da cultura e parabéns a toda a sociedade civil e que ganha esse importante instrumento de ação cultural.