Teve ínicio, nesta sexta-feira (23), às 9 horas, o curso piloto para formação de gestores culturais, na sede do Conselho Estadual de Cultura da Bahia (Av. 7 de setembro, 1330), em Salvador, com a participação de 52 gestores municipais e estaduais representando os 26 Territórios de Identidade Cultural do Estado, além de representantes da Secretaria de Cultura e das universidades públicas federais e estaduais (UEFS, UESB, UESC, UFBA, UFRB e Uneb).
O curso piloto da Bahia terminará em abril de 2010. Ao todo, serão 318 horas/aula, divididas entre 180 horas de Educação à distância e 138 horas de ensino presencial. Essa experiência piloto será aplicada também no Acre, no primeiro semestre de 2010. A partir dessas experiências, o curso será formatado para ser implementado nacionalmente, por meio de uma rede nacional de instituições de ensino.
Foram formados 26 grupos, divididos de acordo com seus Territórios de Identidade Cultural e compostos por representantes municipais e estaduais, além de membros da Secretaria de Cultura e membros das universidades.
O coordenador geral de Relações Federativas e Sociedade da Secretaria de Articulação Institucional do Ministério da Cultura e Coordenador do SNC, João Roberto Peixe, afirmou que a escolha da Bahia não foi por acaso. “Temos aqui uma base organizada em Territórios de Identidade Cultural, temos as universidades estaduais e federais, todos comprometidos em estender a formação para todos os municípios. Tenho certeza que aqui teremos o que se espera dessa experiência piloto: formação e multiplicação do conhecimento, apoiando a implementação dos sistemas municipais, estaduais e do nacional”, explica o coordenador do SNC.
O secretário de Cultura da Bahia, Márcio Meirelles, considera um privilégio para o Estado receber o piloto do curso e que as instituições de ensino serão protagonistas nesse processo educacional.
Para a secretária de Articulação Institucional do Ministério da Cultura (MinC) e coordenadora do Mais Cultura, Silvana Meireles, “O ministério está determinado a fazer um programa de formação de gestores, pois com bons gestores é possível captar recursos, é possível brigar pela Cultura”, afirmou, na abertura do curso. A secretária citou que o SNC tem como pressupostos, recursos, formação de gestores e fortalecimento dos órgãos de cultura, e agradeceu “a importante aliança do SESC-SP na realização do curso”.
O presidente do Conselho Estadual de Cultura, Albino Rubim, disse que o curso piloto é fundamental para o campo cultural, que tem um índice de institucionalidade baixíssima. “Até hoje, o Estado brasileiro nunca havia se preocupado em formar pessoas na gestão das políticas públicas culturais”, constata Rubim.
Primeiro módulo
No primeiro módulo do curso piloto, houve uma oficina de diagnóstico da realidade cultural local e regional, por meio de metodologias participativas, como a do Diagnóstico Rápido Participativo (DRP). “O momento inicial do processo oportunizará, além de integração entre os participantes, a construção de um quadro de possibilidades e desafios da realidade que se tem e a que se quer construir no contexto do Sistema Nacional de Cultura”, esclarece a pesquisadora-chefe do Setor de Estudos de Política Cultural da Fundação Casa de Rui Barbosa, Lia Calabre.
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