“Cinema brasileiro precisa atacar”, afirma secretário do MinC
Último Segundo, Marco Tomazzoni, em 17/7/2010
Novo modelo de produção e aumento das salas são apontados como soluções para o setor
(…) Diretor da Agência Nacional do Cinema (Ancine), Gláuber Piva elegeu o baixo número de salas como vilão desse processo. Na década de 1970, o país tinha 3,3 mil cinemas, boa parte grandiosos, com centenas de lugares. Hoje, esse número caiu para 2,3 mil, a maioria concentrados no centro das grandes cidades, longe da periferia e do interior. “Isso, combinado com a concentração do nível de renda, diminuiu a possibilidade de se frequentar as salas”, afirma Piva. “O Brasil não vai ao cinema.”
Nesse sentido, foi elaborado um convênio com o BNDES para fornecer empréstimos com juros baixos a empresários interessados em expandir o parque exibidor, ou seja, abrir salas. Com uma programação diversificada e o benefício do Vale Cultura, que aguarda votação no Congresso, Piva acredita que o cinema pode se tornar o “espaço de convívio na modernidade do país”. Intenções, portanto, não faltam.
Data: 19 de julho de 2010
Categorias: Notícias
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