Ministro Juca Ferreira fala sobre vale-cultura e entretenimento
Em entrevista concedida à revista Muito do Grupo A Tarde – BA, em 9 de maio, o ministro Juca Ferreira fala sobre o vale-cultura, entre outros temas. Veja trecho a seguir:
Revista Muito: O vale-cultura não corre o risco de se voltar apenas para o entretenimento? Uma obra de arte faz pensar, diferente dos produtos da indústria cultural…
Ministro Juca Ferreira: Essas fronteiras tem horas que são evidentes, tem horas que não. Avatar é entretenimento, é o filme mais caro que Hollywood já produziu, é um bom filme em todos os aspectos. Levanta uma questão vital, que é a opção civilizatória do Ocidente. Talvez dê uma contribuição maior do que qualquer livro cabeça que trate a questão de forma mais profunda.
O erro da televisão pública no Brasil foi se pensar como algo externo a sedução. Sem atrativos, não há chances. Evidentemente, eu não recomendaria que ninguém se movesse só no plano da cultura de massa, é preciso ler livros que de fato acrescentem profundidade e extensão da compreensão do mundo. A indústria cultural, de entretenimento, simplifica e empacota para um número maior de pessoas, mas não há fronteiras. Eu comecei minha formação em cultura com revistas em quadrinhos. O primeiro livro que li completo foi Robinson Crusoé, com tradução de monteiro Lobato e, a partir daí, eu não parei mais de ler.
Cabe a escola pegar esses movimentos e aprofundá-los, como as lutas marciais aproveitam o movimento do outro e aprofundam o movimento a seu favor.
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Foto: Pedro França (Ascom/MinC)
Data: 14 de maio de 2010
Categorias: Notícias
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