Terra, por Claudia Andrade, em 03/01/2011
A nova ministra da Cultura, Ana de Hollanda, assumiu o cargo nesta segunda-feira e fez uma cobrança ao Congresso Nacional já em seu primeiro discurso. “Por favor, vamos aprovar neste ano, nos próximos meses, o vale-cultura, para que a gente possa incrementar o mais rápido possível a cultura na cesta do trabalhador, da trabalhadora”, disse. Ela chegou ao Museu da República dançando ao som de diversos ritmos representativos da cultura popular, como samba e maracatu.
O crédito de R$ 50 para consumo de produtos de cultura foi criado pelo Executivo para ser destinado a trabalhadores que ganhem até cinco salários mínimos. A proposta foi aprovada pelo Senado em dezembro de 2009, mas como o texto recebeu emendas, voltou para nova análise na Câmara dos Deputados, onde ainda está em tramitação.
Para a nova ministra, é preciso “casar” a ascensão social e a ascensão cultural do povo brasileiro, “para acabar com a fome de cultura que ainda reina em nosso País”. “Até aqui, essas pessoas têm consumido mais eletrodomésticos – e menos cultura. É perfeitamente compreensível. Mas a balança não pode permanecer assim tão desequilibrada. Cabe a nós alargar o acesso da população aos bens simbólicos. Porque é necessário democratizar tanto a possibilidade de produzir quanto a de consumir”, disse.
Ana de Hollanda prometeu dar continuidade aos projetos aprovados ou já em andamento. “Minha gestão jamais será sinônimo de abandono do que foi ou está sendo feito. Não quero a casa arrumada pela metade. Coisas se desfazendo pelo caminho. Pinturas deixadas no cavalete por falta de tinta”, afirmou.
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