sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012

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Ministra Ana de Hollanda fala sobre o Vale-Cultura

A Tarde Online – BA, Cláudia Pedreira, em 19/02/2011

A ministra da Cultura Ana de Hollanda espera para este primeiro semestre a aprovação do Vale-Cultura, que deverá beneficiar com R$ 50 por mês trabalhadores com carteira assinada, que recebam até cinco salários mínimos. O projeto encontra-se em última etapa de votação na Câmara dos Deputados e busca a garantia de meios de acesso e participação nas diversas atividades culturais desenvolvidas no país.

O beneficiado poderá utilizar o dinheiro para comprar livros, CDs e DVDs, ou ainda para assistir a um espetáculo de teatro e de dança, filmes e circo. O fomento à cultura, que vai atingir especialmente o consumidor, deve fazer uso de cartão magnético.

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Novo vale quer ampliar acesso à cultura

Repórter Brasil Online, em 01/02/2011


Ana de Hollanda quer cultura na vida do trabalhador

Ministra da Cultura fala sobre Vale-Cultura no programa Bom dia, Ministro

O Vale Cultura foi um dos temas abordados pela ministra Ana de Hollanda no Bom dia, Ministro, exibido na última quarta-feira (27) . O programa é coordenado pela Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República, em parceria com a EBC Serviços.

Segundo a ministra, o Vale-Cultura parte do entendimento de que a cultura é uma necessidade de qualquer ser humano, capaz de ampliar visões e alimentar o cidadão.“É preciso voltar a atenção para o trabalhador brasileiro e deixar a cultura presente no seu dia-a-dia. Por isso, trabalhadores que recebem até 7 salários mínimos e que possuem necessidades especiais vão ter direito ao vale. Eles poderão ir aos cinemas, teatros, museus, comprar livros e discos”, observou Ana de Hollanda. A ministra da Cultura afirmou também que espera que o Congresso Nacional aprove o projeto nos próximos meses.


Hollanda diz que brasileiros precisam consumir mais cultura

Agência Brasil – DF, em 3/01/2011

(…) A nova ministra disse que a ascensão social conquistada durante o governo do ex-presidente Lula tem que ser complementada pelo acesso à cultura e informação, na gestão da presidenta Dilma Rousseff. “ É preciso ampliar a capacidade de consumo cultural dessa multidão de brasileiros que está ascendendo. Até aqui, essas pessoas têm consumido mais eletrodomésticos que cultura”, avaliou.

Ana aproveitou a presença de parlamentares na cerimônia de posse e pediu apoio do Congresso Nacional para aprovar, ainda no primeiro semestre, o projeto de lei que cria o Vale Cultura. “Temos que incrementar a cesta do trabalhador com a inclusão da cultura. Fazer o casamento da ascensão cultural e social, para acabar com a fome de cultura que ainda reina no nosso país”.

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Nova ministra da Cultura, Ana de Hollanda toma posse em Brasília

Folha de S. Paulo – SP, Ana Paula Sousa, enviada especial a Brasília, em 04/01/2011

(…) Dentre as promessas de posse, destacam-se o empenho pela aprovação do vale-cultura no Congresso nos próximos meses, a manutenção dos pontos de cultura e o compromisso de uma atenção especial aos criadores.

“Na base de todo bosque da cultura está a criatividade, está aquele que cria”, disse ela, que é atriz, compositora e cantora.

“Não podemos deixar no desamparo o criador. Se há um pecado que não vou cometer é esse. Pelo contrário. O ministério vai ceder a todas as tentações da criatividade cultural brasileira.”


Hollanda assume dançando e cobra aprovação do vale-cultura

Terra, por Claudia Andrade, em 03/01/2011

A nova ministra da Cultura, Ana de Hollanda, assumiu o cargo nesta segunda-feira e fez uma cobrança ao Congresso Nacional já em seu primeiro discurso. “Por favor, vamos aprovar neste ano, nos próximos meses, o vale-cultura, para que a gente possa incrementar o mais rápido possível a cultura na cesta do trabalhador, da trabalhadora”, disse. Ela chegou ao Museu da República dançando ao som de diversos ritmos representativos da cultura popular, como samba e maracatu.

O crédito de R$ 50 para consumo de produtos de cultura foi criado pelo Executivo para ser destinado a trabalhadores que ganhem até cinco salários mínimos. A proposta foi aprovada pelo Senado em dezembro de 2009, mas como o texto recebeu emendas, voltou para nova análise na Câmara dos Deputados, onde ainda está em tramitação.

Para a nova ministra, é preciso “casar” a ascensão social e a ascensão cultural do povo brasileiro, “para acabar com a fome de cultura que ainda reina em nosso País”. “Até aqui, essas pessoas têm consumido mais eletrodomésticos – e menos cultura. É perfeitamente compreensível. Mas a balança não pode permanecer assim tão desequilibrada. Cabe a nós alargar o acesso da população aos bens simbólicos. Porque é necessário democratizar tanto a possibilidade de produzir quanto a de consumir”, disse.

Ana de Hollanda prometeu dar continuidade aos projetos aprovados ou já em andamento. “Minha gestão jamais será sinônimo de abandono do que foi ou está sendo feito. Não quero a casa arrumada pela metade. Coisas se desfazendo pelo caminho. Pinturas deixadas no cavalete por falta de tinta”, afirmou.

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Cultura para adultos e crianças

Correio Braziliense – DF, em 04/01/2011

Diante de um auditório lotado no Museu da República, a cantora e atriz Ana de Hollanda assumiu, ontem, o comando do Ministério da Cultura. No discurso, assumiu o compromisso de levar cultura às escolas, por meio de parcerias com o Ministério da Educação, e de dar continuidade aos espaços mantidos por entidades que desenvolvem ações socioculturais. Aproveitou para fazer um apelo aos parlamentares para que aprovem o Vale-Cultura.

“Por favor, vamos aprovar, neste ano, nestes próximos meses, o nosso Vale-Cultura, para que a gente possa incrementar a inclusão da cultura na cesta do trabalhador e da trabalhadora”, discursou. Ana de Hollanda avisou que sua gestão pensará o Brasil como um dos principais centros culturais do mundo. Ela disse que a pasta vai colaborar com a pretensão da presidente Dilma de erradicar a miséria no país.

A ministra emocionou-se ao citar o pai e historiador, Sérgio Buarque de Hollanda. “Não poderia deixar de agradecer o meu pai e minha mãe, que me abriram a mente para assimilar o sentido de todas as linguagens artísticas e culturais”, disse a irmã do contar Chico Buarque. Ela recebeu flores do ex-ministro Juca Ferreira, que, emocionado, agradeceu a Gilberto Gil, de quem foi secretário-executivo. Ele observou que a pasta tem hoje um orçamento sete vezes maior do que em 2003, no começo do governo Lula. A solenidade foi prestigiada por diversos artistas, como a cantora Sandra de Sá e o ator José de Abreu, por parlamentares e ministros.


Ainda se consome mais eletrodomésticos do que cultura, diz ministra Ana de Hollanda

A nova ministra da Cultura, Ana de Hollanda, disse hoje (3), que “é preciso ampliar a capacidade de consumo cultural” dos brasileiros que estão ascendendo socialmente.

Segundo ela, até o momento, “essas pessoas têm consumido mais eletrodomésticos e menos cultura”. Irmã de Chico Buarque, Ana assumiu o Ministério em cerimônia realizada no início da noite.

Apesar da crítica, a ministra destacou que a gestão da cultura no governo Lula deixa um “legado positivo, de avanços democráticos”. Para ela, a marca do governo recém terminado foi criar políticas culturais para segmentos sociais até então desconsiderados”.

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Aprovação do Vale-Cultura fica só para 2011

iG - SP, Rodrigo Rodrigues, em 22/12/2010

Alardeado pelo governo, benefício depende dos deputados federais para entrar em vigor

Lançado em grande evento pelo presidente Lula em dezembro de 2009, o Vale-Cultura ainda está parado na pauta do Congresso e só deve ser votado em 2011, segundo o líder do governo na Câmara, deputado Cândido Vaccarezza (PT). Faltando menos de dois dias para o fim das atividades parlamentares de 2010, o governo e a oposição não chegaram a um acordo sobre a votação do projeto, que depende apenas do voto dos deputados federais para entrar em vigor.

“As sessões dessa semana são destinas apenas para a votação do orçamento de 2011. Tem muitas medidas provisórias trancando a pauta e não há garantias de que haverá acordo para que o projeto do Vale-Cultura entre no pacote de final de ano”, disse Vaccarezza.

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Um pequeno artigo sobre o Vale Cultura

Revista Continente, edição 105, por Melina Hickson

Numa proposta como a do Vale-Cultura há muito que se comemorar, e também muito o que se refletir sobre o tema e seus resultados.

É gratificante ver a cultura ser colocada num patamar maior, num nível antes só debatido em torno do essencial para o trabalhador: alimentação e transporte. Vê-la compor a tríade dos “Vales” e ser percebida com um olhar mais amplo, saindo da visão do puro entretenimento, do descartável, do desnecessário. Finalmente, a cultura é entendida como um componente forte na formação do pensamento, de novas formas de ver o mundo e, consequentemente, de estímulo e complemento à educação básica do cidadão.

A grande sacada da proposta é voltar os olhos e o fomento para o consumo dos produtos culturais. A produção já vem sendo incentivada e fomentada pelas inúmeras leis e fundos de incentivo à cultura, apesar dos limites e distorções dos mesmos. O Vale-Cultura pensa exatamente no consumo desta produção, no escoamento e no acesso maior da população a todos os níveis dessa gigantesca produção cultural brasileira, que em determinadas áreas e segmentos não chega a alcançar um público expressivo e sequer notoriedade. É a partir daí que começamos a refletir sobre alguns pontos.

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