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quinta-feira, 24 de maio de 2012

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Reunião com Cineastas

Ministro Juca Ferreira recebeu comissão nesta terça-feira (22) em Brasília

O ministro da Cultura, Juca Ferreira, recebeu na manhã desta terça-feira, 22 de setembro, em seu gabinete, em Brasília, uma comissão de cineastas que conversaram sobre o setor cinematográfico do país.

reuniao-5-247x163Na ocasião, foram discutidos a valorização do produtor, a desoneração de impostos, a construção de salas de cinema, o incentivo e a fabricação e exibição de filmes brasileiros, dentre outros assuntos.

O ministro Juca Ferreira afirmou que todas as preocupações levantadas pelos cineastas encontrarão apoio após a aprovação do Projeto de Lei do Vale-Cultura. “O Vale-Cultura irá estimular todas as atividades econômicas que geram impostos e empregos e o maior beneficiado vai ser o cinema”, disse.

O cineasta Luiz Carlos Barreto disse que o Vale-Cultura vai ser uma verdadeira evolução cultural no país e que é a favor da obrigatoriedade da exibição de trailers de filmes nacionais no início de qualquer sessão cinematográfica. “Isso precisa voltar a ser debatido, pela valorização do cinema e dos produtores brasileiros”, argumentou.

Leia matéria na íntegra.

(Texto: Andressa Mundim)
(Fotos: Rodrigo Coimbra)


Juca Ferreira defende Vale-Cultura em resposta a artigo do Estadão

O ministro da Cultura, Juca Ferreira, defendeu a criação do Vale-Cultura em carta pessoal ao jornalista A. P. Quartim de Moraes. O texto é uma resposta ao artigo ‘Onde reside o perigo‘, publicado no dia 4 de agosto pelo jornal O Estado de S. Paulo. Veja trecho da carta abaixo:

“O Vale-Cultura vai injetar a cada ano R$ 7 bilhões na Economia da Cultura, vai alcançar 12 milhões de trabalhadores que sabem o que é precisar, querer e gostar de momentos de lazer, mas que se frustram diante dos preços inacessíveis e outras dificuldades que os impedem de usufruir da produção cultural. Imagine se a cada eleição o Estado tivesse que parar de trabalhar. Deixar que as eleições destruam anos de construção de um projeto tão importante como esses seria um erro imperdoável, um descaso com o povo brasileiro e com o desenvolvimento do país.” Leia o texto na íntegra.

O jornalista fez um novo artigo comentando os argumentos do ministro: Distorcendo a distorção, publicado no jornal O Estado de S.Paulo (02/09/2009).



Ministro fala sobre Vale-Cultura na sabatina da Folha

Folha de S.Paulo, Ilustrada, 21/08/2009.

O ministro da Cultura, Juca Ferreira, participou da sabatina da Folha na quarta-feira (19/08). Dentre os trechos editados pelo jornal, reproduzimos abaixo o que foi publicado sobre o Vale-Cultura. O ministro foi sabatinado pelos jornalistas Sylvia Colombo (editora da Ilustrada), Gilberto Dimenstein (do Conselho Editorial da Folha), Marcio Aith e Ana Paula Sousa. Veja a íntegra da matéria.

Vale-Cultura – [Questionado sobre se o governo não deveria orientar o gasto do Vale-Cultura pela população, permitindo formação de plateia no lugar de uso em shows de funk, por exemplo] Somos tratados com uma suspeição recorrente de dirigismo cultural. Na hora que a gente lança um instrumento democrático, vêm demandar que a gente diga o que a população vai consumir? Os editoriais da Folha e do “Estadão” foram uma surpresa. Não pode o Estado dizer: “Isso é meritório, isso não é”. Me surpreendeu dois órgão de imprensa de marca liberal demandarem do Estado esse tipo de censura. Não tenho nada contra o funk. Todas as manifestações populares foram incompreendidas. É uma manifestação cultural enraizada nas populações pobres do Rio. Se tem proximidade com a criminalidade é porque [isso vale para] qualquer coisa que se mexa naquele ambiente, onde o Estado é frágil. O funk tem mérito do ponto de vista cultural, é um gênero cultural como outro qualquer.

Na Folha Online (19/08/2009):

Na sabatina promovida pela Folha, o ministro Juca Ferreira também falou sobre o Vale-Cultura, um cartão que dará a trabalhadores de empresas privadas o direito de comprar ingressos para cinema, teatro, museu em shows, entre outros produtos culturais, com o saldo oferecido no vale, de até R$ 50 mensais.

Segundo estimativas do Ministério da Cultura, o vale pode aumentar em até R$ 600 milhões por mês ou até R$ 7,2 bilhões ao ano o consumo cultural no país.

Para o ministro, o vale irá estimula cinemas, teatros e livrarias a dosarem os preços de suas entradas e ou produtos. “Vai haver um mecanismo nos preços para atrair o dinheiro disponibilizado por meio do Vale-Cultura e também para estimular a abertura de livrarias e espaços culturais próximos aos locais onde as pessoas que usam o benefício moram.” Leia mais…


Vale-Cultura para professor?

Folha Online, Gilberto Dimenstein, 20/08/2009.

Durante sabatina promovida pela Folha, o ministro da Cultura, Juca Ferreira, acenou com a possibilidade de que o Vale-Cultura seja estendido aos professores.Tradução: receberiam dinheiro para comprar livros ou ir a cinema, teatro, exposições, concertos etc. Essa é uma ideia que me agrada.

Volto a repetir que considero o Vale-Cultura um monumental desperdício. O dinheiro (estima-se R$ 7 bilhões) seria muito melhor aplicado se parte de um programa educativo que disseminasse cultura nas escolas –aí sim teríamos mais condições de formar plateias. O próprio ministro reconheceu, durante a sabatina, as maravilhas que podem acontecer quando se juntam educação e cultura, ao citar o caso das bibliotecas da Colômbia, que são enormes centros comunitários.

Estender o benefício aos professores não salva o Vale-Cultura, que ainda precisa ser aprovado no Congresso. Mas é melhor do que nada. Se existe uma categoria que merece esse recurso é o professor; afinal, um professor com bagagem cultural influencia milhares de alunos.

Nota do MinC: A extensão do Vale-Cultura aos professores está sendo discutida com o Ministério da Educação.